O Campo da Consciência

Uma homenagem a Alfred Gell.

Foi na realidade este precocemente desaparecido antropólogo que me levou a confiar sem hesitar numa artista que acabara de conhecer depois de uma troca de emails.

Quer no pensamento fora da caixa que aportou ao primeiro painel que a Web Summit dedicou à cultura artística contemporânea, quer no êxito da colaboração entre o festival, a artista e as escolas e famílias envolvidas na produção e aproximação estética e cognitiva a esta obra de arte surpreendente, sentimos todos a graça de ter tocado um dos mais sensíveis nervos da cultura contemporânea. O nervo mágico que tranforma um espetador passivo no agente que dá vida ao que Alfred Gell chamava protótipos, ou seja, à arte!

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The New Art Fest ’17. Maria Lopes. O Campo da Consciência. Workshop (19 nov.)
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The New Art Fest ’17. Maria Lopes. O Campo da Consciência. Workshop (19 nov.)
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The New Art Fest ’17. Maria Lopes. O Campo da Consciência. Workshop (19 nov.)
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The New Art Fest ’17. Maria Lopes. O Campo da Consciência. Workshop (19 nov.)
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The New Art Fest ’17. Maria Lopes. O Campo da Consciência. Workshop (19 nov.)
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The New Art Fest ’17. Maria Lopes. O Campo da Consciência. Workshop (19 nov.)
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The New Art Fest ’17. Maria Lopes. O Campo da Consciência. Workshop (19 nov.)
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The New Art Fest ’17. Maria Lopes. O Campo da Consciência. Workshop (19 nov.)

A ideia tornou-se, entretanto, contagiante.

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Carlos Henrich demonstra como funciona o grande tronco de um outrora choupo na comunicação sonora ancestral.

“Idiofones” são instrumentos musicais ancestrais usados em várias culturas tanto para fins ritualistas como de comunicação. Dado o seu elevado poder de ressonância acústica, é ouvido principalmente na alvorada e ao final da tarde, quando as frequências baixas se propagam a longa distância.

“Inspirei-me em histórias contadas de comunicação por ritmos, tambores e objetos similares Angolanos que vi e toquei nos anos 80. Esculpi-os depois a partir de árvores de Choupos que cortei em meu atelier.

O idiofone “Os pula pra cuíto” pretende retornar a uma determinada raiz onde as culturas elaboraram uma comunicação dos homens para a natureza, e da natureza para os homens, que como uma entidade espiritual participa do coletivo da nação e está ligada à terra. Vejo nisto, futuras comunidades partilhando tecnologias e criando formas sustentáveis de gerir o Planeta.”  Carlos Henrich

 

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