Manifesto

The New Art Fest ’17

Lisboa Cidade Aberta

À partida existem dois sabores:

— o sabor social e semântico, que mostra o novo arquétipo tecnológico da cidade.

O crescimento virtual da cidade, proporcionado pela Internet da Informação, pela Internet do Conhecimento, pela Internet das Pessoas, pela Internet das Coisas, e pela Internet da Vida, é uma coisa nova, uma revolução.

— o sabor geo-neo-lógico, que mostra o que faz durar uma cidade.

Para além da geografia temos a água, o mar e os rios, mas também as pessoas, os seus abrigos, os caminhos que cruzam ou seguem paralelos, as esquinas, os miradouros, os campanários e as sombras cálidas de verão, as palavras que se acumulam e distinguem, a memória das pedras.

Há uma cidade lenta que atravessa o tempo e estrutura a qualidade do dia a dia da urbe para lá da sua agitação. Nesta acumulação lenta, crescem agora novas pontes, novos andaimes, novos tecidos e novas redes, materiais e imateriais, de humanos e pós-humanos, que deveríamos conhecer melhor, e mapear.

António Cerveira Pinto

Lisbon Open City

At the start there are two flavors:

– the social and semantic flavor shows the new technological archetype of the city.
The virtual growth of the city, provided by the Internet of Information, the Internet of Knowledge, the Internet of People, the Internet of Things, and the Internet of Life, is a new thing, a revolution.

– the geo-neo-logical flavor shows what makes a city last.
In addition to geography, we have the water, the sea, and the rivers, but also the people, their shelters, the paths that cross or follow parallels, the corners, the belvederes, the steeples and the warm shades of summer, the words that accumulate and distinguish, the memory of stones.

There is a slow city that crosses the time and structures the quality of the day to day life of the city beyond its agitation. In this slow city, new bridges, new scaffolding, new fabrics and new networks, material and immaterial, human and post-human, that we should know better and map, grow.

António Cerveira Pinto
The Curator’s Blog